Disciplina: Administração Financeira de Curto Prazo
Semestre: 2009/1
Introdução
O Controle Interno pode ser compreendido, de maneira generelizada, como uma ferramenta capaz de auxiliar administradores a observar e dirigir suas empresas com base em análises específicas, aplicação de compliance em elevados padrões e, principalmente, de auxiliar no alcance de metas.
Semelhanças entre os conceitos de controle interno
Entre as inúmeras definições de Controle Interno, encontram-se muitas semelhanças. Entre essas definições, podemos citar, como principais, a definição do Committee of Sponsoring Organizations – COSO – que preza pela confiabilidade de informações financeiras, obediência a leis e regulamentos e eficácia e eficiência de operações em relação à consecução de objetivos. Além deste, pode-se citar a definição apresentada pelo AICPA – que faz parte do COSO – como sendo, o Controle Interno, “(...) o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, salvaguardar seu patrimônio, (...) e encorajar a obediência às diretrizes traçadas pela administração da companhia.”
Para FRANCO e MARRA, o Controle Interno, de forma sucinta, prevê todos os instrumentos destinados à verificação administrativa que auxiliem no comando da organização e que reflitam em seu patrimônio. O conceito definido por Marcelo Almeida afirma que “O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa.” De maneira mais direta, o Instituto de Auditores Internos, AUDIBRA, em seu ‘Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna’ diz que “Controles Internos devem ser entendidos como qualquer ação tomada pela administração (...) para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos.”
Justificativa da escolha
Entre os conceitos apresentados, notam-se semelhanças no que tange à confiabilidade de informações recolhidas nos setores, ao uso correto dessas informações, juntamente com objetivos definidos, à administração da empresa em relação ao seu patrimônio. Pode-se dizer que o Controle Interno é uma excelente ferramenta administrativa que alia informações a diretrizes, referências contábeis à prospecção de resultados.
Relevância do conceito de controle interno
O controle interno pode ser utilizado em diversas situações: de empresas novas a antigas, de pequenas a de capital aberto, no Brasil ou no mundo.
Para as empresas em geral, o Sistema de Controles Internos, segundo a Federação Internacional de Contadores – IFAC – significa todas as políticas e procedimentos adotados pela administração para ajudá-la a conduzir seus negócios incluindo o cumprimento de políticas administrativas, a salvaguarda de ativos, a prevenção e detecção de fraude ou erro, a precisão e integridade dos registros contábeis e a preparação oportuna de informações financeiras confiáveis.
Para novas empresas, segundo o SEBRAE, uma das maiores causas do elevado índice de descontinuidade de empresas recém-abertas é a falta de informação, de preparo e de planejamento. O controle interno, nesse caso, entra na produção de informações que deveriam ser levadas como base para tomadas de decisão, verificação de possíveis erros ou para serem definidas diretrizes realistas e metas alcançáveis.
Nos Estados Unidos, o controle interno é referência no que diz respeito a informações sobre empresas de capital aberto, pois essas influenciam na vida de milhares – se não milhões – de pessoas, funcionários a acionistas, governo e empresários, entre outros. Além disso, toma-se o controle interno como aliado no combate a fraudes, uma vez que o controle interno prevê obediência a regras, leis e diretrizes, e de maneira estreita em relação às informações contábeis obtidas.
Conclusão
Como visto anteriormente, o principal objetivo do Controle Interno é o fornecimento de dados fiéis para auxiliar na administração de uma empresa. Além disso, o controle interno é responsável pela verificação da obediência da empresa a determinadas regras e políticas, incluindo códigos de ética; bem como a prevenção a fraudes. Segundo OLIVEIRA, PEREZ JR. e SILVA, o controle interno também é responsável por registrar adequadamente as operações da empresa, de maneira a utilizar-se os recursos da empresa eficientemente; proteger os ativos da entidade; ferramenta para a localização de erros e desperdícios.
Referências bibliográficas
PEREIRA, ANTONIO NUNES. A Importância do Controle Interno para a Gestão das Empresas. Universidade Federal Fluminense.
Imperdível! Livraria da Folha
Análise da Atratividade de um Projeto de Exploração Mineral
Disciplina: Matemática Financeira
Semestre: 2009/1
Introdução
A partir do Valor Presente Líquido (diferença entre o valor presente das entradas e o valor presente das saídas de caixa) pode-se definir se uma determinada taxa de captação é atrativa ou não a um negócio. O que vai definir é a sinalização do resultado: se o VPL for positivo (maior que zero), a taxa pode ser aceita; caso o resultado seja negativo (menor que zero), a taxa deve ser rejeitada. Esse é método mais comumente utilizado para avaliações de projetos.
Segundo texto encontrado na Biblioteca Virtual da Fundação Getúlio Vargas, algumas definições:
“Para apurar o custo de capital, a maioria das empresas se utiliza do método de cálculo do valor presente líquido – VPL –, que consiste em apurar o valor presente de um fluxo de resultado projetado, utilizando-se de uma taxa mínima de atratividade para realizar o desconto do fluxo. A taxa mínima de atratividade – TMA – é a taxa mínima que a empresa deseja obter na aplicação de um projeto ou negócio.
Outro método também largamente utilizado é a taxa interna de retorno – TIR –, que consiste em determinar qual a taxa pela qual um investimento se equipara ao seu retorno em um período de tempo, considerando as entradas de um fluxo projetado.”
O objetivo dos cálculos a seguir é analisar qual a melhor taxa a ser utilizada a partir de um fluxo de caixa não regular, ou seja, a atratividade do projeto. Por ser um fluxo de caixa não-regular, não será utilizada a Taxa Interna de Retorno para avaliação do Projeto de Exploração Mineral, visto que em fluxos não-normais há a presença de duas TIR distintas. Será utilizado o método VPL.
Segue fluxo de caixa utilizado como base para os cálculos:
Anos Fluxos de caixa
0 $0
1 $180
2 $100
3 $50
4 ($1.800)
5 $600
6 $500
7 $400
8 $300
9 $200
10 $100
Cálculo com 15% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
15
80,34222
Visto que o resultado é positivo, o projeto seria viável a uma taxa de 15% ao ano.
Cálculo com 35% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
35
- 22,45069
Visto que o resultado é negativo, o projeto não seria viável a uma taxa de 35% ao ano – devido ao fluxo negativo na data 4.
Cálculo com 65% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
65
8,29091
Visto que o resultado é positivo, o projeto seria viável a uma taxa de 65% ao ano.
Conclusão
A partir dos cálculos apresentados, pode-se concluir que a uma taxa de 35% ao ano o projeto torna-se inviável, visto que o resultado é negativo. Para as demais taxas, 15% e 65% ao ano, os resultados são positivos. Entretanto, a melhor taxa de captação a ser utilizada é de 15% ao ano, visto que seu VPL é de R$ 80,34222; enquanto a taxa de 65% ao ano, oferece R$ 8,29091. A causa disso é a inversão de sinais na data 4, onde há um fluxo negativo, ou seja, uma retirada de caixa, muito grande, fazendo com que a TIR “zere” o VPL em dois momentos diferentes.
Referências bibliográficas
Biblioteca Virtual FGV – Consulta: AFESBJ. Custo de capital. Disponível em:. Acesso em: 11 jul. 2005.
TABELA dos fluxos de caixa projetados para um projeto de exploração de uma mina de ferro. [S.l.: s.n.].
Semestre: 2009/1
Introdução
A partir do Valor Presente Líquido (diferença entre o valor presente das entradas e o valor presente das saídas de caixa) pode-se definir se uma determinada taxa de captação é atrativa ou não a um negócio. O que vai definir é a sinalização do resultado: se o VPL for positivo (maior que zero), a taxa pode ser aceita; caso o resultado seja negativo (menor que zero), a taxa deve ser rejeitada. Esse é método mais comumente utilizado para avaliações de projetos.
Segundo texto encontrado na Biblioteca Virtual da Fundação Getúlio Vargas, algumas definições:
“Para apurar o custo de capital, a maioria das empresas se utiliza do método de cálculo do valor presente líquido – VPL –, que consiste em apurar o valor presente de um fluxo de resultado projetado, utilizando-se de uma taxa mínima de atratividade para realizar o desconto do fluxo. A taxa mínima de atratividade – TMA – é a taxa mínima que a empresa deseja obter na aplicação de um projeto ou negócio.
Outro método também largamente utilizado é a taxa interna de retorno – TIR –, que consiste em determinar qual a taxa pela qual um investimento se equipara ao seu retorno em um período de tempo, considerando as entradas de um fluxo projetado.”
O objetivo dos cálculos a seguir é analisar qual a melhor taxa a ser utilizada a partir de um fluxo de caixa não regular, ou seja, a atratividade do projeto. Por ser um fluxo de caixa não-regular, não será utilizada a Taxa Interna de Retorno para avaliação do Projeto de Exploração Mineral, visto que em fluxos não-normais há a presença de duas TIR distintas. Será utilizado o método VPL.
Segue fluxo de caixa utilizado como base para os cálculos:
Anos Fluxos de caixa
0 $0
1 $180
2 $100
3 $50
4 ($1.800)
5 $600
6 $500
7 $400
8 $300
9 $200
10 $100
Cálculo com 15% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
15
80,34222
Visto que o resultado é positivo, o projeto seria viável a uma taxa de 15% ao ano.
Cálculo com 35% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
35
- 22,45069
Visto que o resultado é negativo, o projeto não seria viável a uma taxa de 35% ao ano – devido ao fluxo negativo na data 4.
Cálculo com 65% ao ano
0
180
100
50
1800
600
500
400
300
200
100
65
8,29091
Visto que o resultado é positivo, o projeto seria viável a uma taxa de 65% ao ano.
Conclusão
A partir dos cálculos apresentados, pode-se concluir que a uma taxa de 35% ao ano o projeto torna-se inviável, visto que o resultado é negativo. Para as demais taxas, 15% e 65% ao ano, os resultados são positivos. Entretanto, a melhor taxa de captação a ser utilizada é de 15% ao ano, visto que seu VPL é de R$ 80,34222; enquanto a taxa de 65% ao ano, oferece R$ 8,29091. A causa disso é a inversão de sinais na data 4, onde há um fluxo negativo, ou seja, uma retirada de caixa, muito grande, fazendo com que a TIR “zere” o VPL em dois momentos diferentes.
Referências bibliográficas
Biblioteca Virtual FGV – Consulta: AFESBJ. Custo de capital. Disponível em:
TABELA dos fluxos de caixa projetados para um projeto de exploração de uma mina de ferro. [S.l.: s.n.].
Importância da Contabilidade
Disciplina: Contabilidade Geral
Semestre: 2009/1
Introdução
A Contabilidade foi criada com a evolução dos homens. Agora, com a criação de novas tecnologias – diariamente – a Contabilidade evolui também. Pode ser pessoal, ajudando em questões como planejamento e organização financeira pessoal, investimentos e aquisição de bens, bem como pagamento de dívidas e de tributos. Também pode ser empresarial, norteando a saúde econômica da empresa, alocação de recursos, pagamentos de impostos e dívidas, compra de materiais, contratação de serviços, mensuração de lucros e dividendos, entre diversas outras situações de igual importância dentro da rotina de uma organização.
Para que funcione e que direcione as atividades contábeis, dois pressupostos básicos foram estabelecidos: o Regime de Competência – indispensável para a mensuração de patrimônio e resultado – e a Continuidade – relacionada à vida ativa da entidade.
Como seria o mundo sem a Contabilidade
O mundo sem Contabilidade seria uma bagunça! Quais seriam os critérios e os tipos de mensuração de preços, de patrimônios, de lucros e de perdas? Como seriam os recolhimentos de tributos, cobranças de taxas e afins? Como seria feita a distribuição de renda, planejamento financeiro, alocação de recursos? Sem matemática, sem conta, sem critérios e sem contabilidade, provavelmente viveríamos às margens do escambo, uma troca sem valores estipulados, onde a concorrência pode se tornar desleal – não existiriam parâmetros ou linhas para mensuração do valor de troca. Não existiriam impostos – o que, a princípio, pode parecer bom, mas como seriam recolhidas as taxas para o governo, e como o governo dividiria as aplicações para benefício da sociedade? Não haveria moeda, não haveria bancos, não haveria diversos empregos. Não haveria tomada de decisões com base em um banco de dados. Não haveria administração.
Importância da Contabilidade para o desenvolvimento da humanidade
A história da contabilidade se confunde com a história do homem. Desde que saiu da caverna à procura de comida e vestes, o homem já despertava para um cálculo de patrimônio, mesmo que de maneira singular. Além disso, a partir da estruturação de comércio na antiguidade, foi necessário iniciar uma base de cálculo, contabilizar lucros, prejuízos, estoque de produtos, margem de lucro, margem de perda, o que fazer com o lucro advindo dos negócios... Enfim, uma estrutura teve de ser formulada, e com a evolução do homem e de seus pensamentos, seus cálculos e diretrizes também foram se tornando mais complexos. Os próprios registros contábeis de séculos atrás serviram para ajudar a contar nossa história pelo mundo.
Importância da tecnologia para a evolução da Contabilidade
Antes de informatizada e eletrônica, a Contabilidade era mecânica. Antes de ser mecânica era manual. Com o decorrer dos tempos, as ferramentas de contabilização, lançamento de notas, elaboração de relatórios e demais atividades do campo da Contabilidade eram demoradas, visto que o lançamento de informações e gerenciamento das mesmas eram feitos individualmente – e hoje são simultaneamente.
Além do tempo hábil de retorno de uma informação, as novas ferramentas podem ainda conferir, por exemplo, a integralidade dela, e acusar um erro ou uma lacuna em aberto. Outro ponto a favor é a melhoria da qualidade dos serviços, além da constante capacitação dos profissionais e da facilidade de acesso às informações. Projeções, tendências e perspectivas de crescimento de uma empresa também ficam mais fáceis de se analisar e de se planejar.
Conclusão
Com o surgimento de novas ferramentas no campo da contabilidade, o trabalho se tornou menos árduo no gerenciamento de informações – mas não menos importante. Ao contrário, cada vez mais a presença de um profissional da área é vantajoso para as empresas, sociedade e pessoas físicas.
Referências bibliográficas
DIÓGENES, Antonia Danyelle Batista. A importância da Informática na Contabilidade.
LIMA, Barbara B. Mathias; SANTOS, Regiane Nascimento; BARBOSA, Jovana Rufino. Contabilidade: um estudo histórico sobre a evolução desta Ciência. Artigo publicado no site www.classecontabil.com.br.
Apostila de Contabilidade Geral deste curso na Fundação Getúlio Vargas.
Semestre: 2009/1
Introdução
A Contabilidade foi criada com a evolução dos homens. Agora, com a criação de novas tecnologias – diariamente – a Contabilidade evolui também. Pode ser pessoal, ajudando em questões como planejamento e organização financeira pessoal, investimentos e aquisição de bens, bem como pagamento de dívidas e de tributos. Também pode ser empresarial, norteando a saúde econômica da empresa, alocação de recursos, pagamentos de impostos e dívidas, compra de materiais, contratação de serviços, mensuração de lucros e dividendos, entre diversas outras situações de igual importância dentro da rotina de uma organização.
Para que funcione e que direcione as atividades contábeis, dois pressupostos básicos foram estabelecidos: o Regime de Competência – indispensável para a mensuração de patrimônio e resultado – e a Continuidade – relacionada à vida ativa da entidade.
Como seria o mundo sem a Contabilidade
O mundo sem Contabilidade seria uma bagunça! Quais seriam os critérios e os tipos de mensuração de preços, de patrimônios, de lucros e de perdas? Como seriam os recolhimentos de tributos, cobranças de taxas e afins? Como seria feita a distribuição de renda, planejamento financeiro, alocação de recursos? Sem matemática, sem conta, sem critérios e sem contabilidade, provavelmente viveríamos às margens do escambo, uma troca sem valores estipulados, onde a concorrência pode se tornar desleal – não existiriam parâmetros ou linhas para mensuração do valor de troca. Não existiriam impostos – o que, a princípio, pode parecer bom, mas como seriam recolhidas as taxas para o governo, e como o governo dividiria as aplicações para benefício da sociedade? Não haveria moeda, não haveria bancos, não haveria diversos empregos. Não haveria tomada de decisões com base em um banco de dados. Não haveria administração.
Importância da Contabilidade para o desenvolvimento da humanidade
A história da contabilidade se confunde com a história do homem. Desde que saiu da caverna à procura de comida e vestes, o homem já despertava para um cálculo de patrimônio, mesmo que de maneira singular. Além disso, a partir da estruturação de comércio na antiguidade, foi necessário iniciar uma base de cálculo, contabilizar lucros, prejuízos, estoque de produtos, margem de lucro, margem de perda, o que fazer com o lucro advindo dos negócios... Enfim, uma estrutura teve de ser formulada, e com a evolução do homem e de seus pensamentos, seus cálculos e diretrizes também foram se tornando mais complexos. Os próprios registros contábeis de séculos atrás serviram para ajudar a contar nossa história pelo mundo.
Importância da tecnologia para a evolução da Contabilidade
Antes de informatizada e eletrônica, a Contabilidade era mecânica. Antes de ser mecânica era manual. Com o decorrer dos tempos, as ferramentas de contabilização, lançamento de notas, elaboração de relatórios e demais atividades do campo da Contabilidade eram demoradas, visto que o lançamento de informações e gerenciamento das mesmas eram feitos individualmente – e hoje são simultaneamente.
Além do tempo hábil de retorno de uma informação, as novas ferramentas podem ainda conferir, por exemplo, a integralidade dela, e acusar um erro ou uma lacuna em aberto. Outro ponto a favor é a melhoria da qualidade dos serviços, além da constante capacitação dos profissionais e da facilidade de acesso às informações. Projeções, tendências e perspectivas de crescimento de uma empresa também ficam mais fáceis de se analisar e de se planejar.
Conclusão
Com o surgimento de novas ferramentas no campo da contabilidade, o trabalho se tornou menos árduo no gerenciamento de informações – mas não menos importante. Ao contrário, cada vez mais a presença de um profissional da área é vantajoso para as empresas, sociedade e pessoas físicas.
Referências bibliográficas
DIÓGENES, Antonia Danyelle Batista. A importância da Informática na Contabilidade.
LIMA, Barbara B. Mathias; SANTOS, Regiane Nascimento; BARBOSA, Jovana Rufino. Contabilidade: um estudo histórico sobre a evolução desta Ciência. Artigo publicado no site www.classecontabil.com.br.
Apostila de Contabilidade Geral deste curso na Fundação Getúlio Vargas.
Balanço Patrimonial da Empresa CBD – Grupo Pão de Açúcar
Disciplina: Contabilidade Geral
Semestre: 2009/1
Introdução
O Balanço Patrimonial de uma empresa tem por objetivo mostrar a situação patrimonial de uma entidade em um momento específico. Consiste na relação dos ativos, dos passivos e do patrimônio líquido da empresa de forma organizada e detalhada. Com base nos dados apresentados pelo Grupo Pão de Açúcar, serão vistas a seguir as semelhanças entre as categorias que compõem o Balanço Patrimonial.
Identificação dos itens patrimoniais
Os Ativos são os recursos econômicos – bens e direitos – que a empresa possui e que devem gerar benefícios futuros. O Ativo Circulante possui realização no exercício social seguinte – curto prazo, dentro de 12 meses. No balanço da empresa CDB, foram encontrados os estoques, os créditos diversos, clientes e disponibilidades, num total de R$ 5.009.132 (em milhares) no balanço referente a 2007 e R$ 4.878.416 (em milhares) referentes ao ano de 2006. O total do Ativo Não-Circulante, como será demonstrado em seguida, soma, em milhares de Reais, 7.736.974 em referência ao ano-calendário de 2007 e 6.722.021 em referência ao ano-calendário de 2006. Nele, encontra-se o Ativo Realizável a Longo Prazo que tem por definição a realização após o término do exercício social seguinte (após 12 meses). Nesse item são incluídos os créditos diversos e créditos com pessoas ligadas que somam, respectivamente nos balanços patrimoniais de 2007 e 2006, em milhares, R$ 2.053.779 e R$ 1.694.198. Em seguida, encontra-se o Ativo Permanente, subdividido em Investimentos (participações permanentes no capital social de outras sociedades e outros direitos permanentes que não se destinam à manutenção da atividade-fim da sociedade, como ações ou quotas, obras de arte, imóveis para aluguel); Imobilizado (bens corpóreos destinados à manutenção da sociedade ou exercidos com essa finalidade, como terrenos, edifícios, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, instalações, obras em andamento – além de custos de manutenção que tenham a capacidade de produtiva ou vida útil do ativo); Intangível (direitos sobre bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia, com fundo de comércio, direitos autorais, marcas, patentes, software), e Diferido. O somatório do balanço anual desse item é de, em milhares, R$ 5.683.195 referente a 2007 e R$ 5.027.823 referente a 2006.
Dentro do Balanço Patrimonial do Grupo Pão de Açúcar são vistas também as demonstrações de Passivo e Patrimônio líquido. O Passivo são as obrigações da entidade, contraídas junto a outra pessoa física ou jurídica. No Passivo Circulante – itens com vencimento no exercício social seguinte (dentro de doze meses) – do Grupo, encontram-se os empréstimos, financiamentos e debêntures; fornecedores; impostos, taxas e contribuições; dividendos a pagar e outros. O total do Passivo Circulante, soma R$ 4.352.714 (em milhares) no balanço referente a 2007 e R$ 3.823.909 (em milhares) referentes ao ano de 2006. No item Passivo Não-Circulante (Exigível a Longo Prazo), ou seja, com vencimento após o término do exercício social seguinte (superior a 12 meses da data final do balanço). No balanço da empresa CDB encontram-se empréstimos, financiamentos e debêntures; provisão para contingências; impostos parcelados e demais contas a pagar – somando, em milhares, R$ 3.243.582 referente a 2007 e R$ 2.805.985 referente a 2006.
Por ser uma empresa de capital aberto e abrir à participação de acionistas, o Grupo Pão de Açúcar pagou, como Participação de Acionistas Não-Controladores, R$ 137.818 (em milhares) referentes ao ano-calendário de 2007 e R$ 128.416 (em milhares) referentes ao ano-calendário de 2006.
Tem-se, então, no Balanço Patrimonial, o item Patrimônio Líquido, que são as origens de recursos dos acionistas, referindo-se ao capital social realizado, às reservas de capital e às reservas de lucro que somam, respectivamente nos balanços patrimoniais referentes a 2007 e 2006, em milhares, R$ 5.011.992 e R$ 4.842.127.
Análise das semelhanças
O Balanço Patrimonial do Grupo Pão de Açúcar (Ativo = Passivo Total + Patrimônio Líquido) teve um aumento em 2007 de 9,8% em relação a 2006, saltando de R$ 11.600.437 (milhares) para R$ 12.746.106 (milhares).
O total do Ativo Circulante em 2007 teve um aumento de 2,6% em relação ao balanço de 2006, com aumento nos números de clientes e de estoques, de um ano para o outro. Já os créditos diversos, referentes ao Ativo Circulante, apresentaram queda de 20%, passando de R$ 743.350 (milhares) em 2006 para R$ 594.396 (milhares) em 2007. O Ativo Não-Circulante referente a 2007 teve um aumento de 15% em relação ao balanço apurado referente a 2006 – visto que, somente em investimentos, o Grupo aumentou em 39,5% de um ano para o outro, passando de R$ 79.557 (milhares) em 2006 para R$ 110.987 (milhares) em 2007.
Com o aumento de clientes e estoques, aumentou, também, o item fornecedores do Passivo Circulante, em quase 15%, passando de R$ 2.027.268 (milhares) em 2006 para R$ 2.324.975 (milhares) em 2007. Entretanto, o Passível Exigível a Longo Prazo também aumentou em 2007, subindo 15,5% em relação a 2006. A participação de acionistas não-controladores teve um aumento de 7% no mesmo período de referência. Enquanto isso, as reservas de lucro caíram em 6.8% de 2007 em relação a 2006.
Conclusão
A Cia. Brasileira de Distribuição – ou Grupo Pão de Açúcar – teve um bom desempenho dentro do período analisado, de 2006 a 2007. Cresceu em investimentos, em número de clientes e em estoque para arcar com a demanda, o que gerou bons resultados para a empresa. Além disso, diminuiu os valores de impostos a pagar no longo prazo, apesar do aumento do Passível Exigível a Longo Prazo. O importante é que Ativo se manteve acima do Passivo, apresentando um saldo positivo ao final de cada Balanço, mesmo que as taxas de inadimplência não sejam especificadas em Balanços Patrimoniais.
Referências bibliográficas
Balanço Patrimonial da Empresa CBD – Grupo Pão de Açúcar. Disponível em: http://www.cvm.gov.br. Acesso em: 01 abr. 2008.
Semestre: 2009/1
Introdução
O Balanço Patrimonial de uma empresa tem por objetivo mostrar a situação patrimonial de uma entidade em um momento específico. Consiste na relação dos ativos, dos passivos e do patrimônio líquido da empresa de forma organizada e detalhada. Com base nos dados apresentados pelo Grupo Pão de Açúcar, serão vistas a seguir as semelhanças entre as categorias que compõem o Balanço Patrimonial.
Identificação dos itens patrimoniais
Os Ativos são os recursos econômicos – bens e direitos – que a empresa possui e que devem gerar benefícios futuros. O Ativo Circulante possui realização no exercício social seguinte – curto prazo, dentro de 12 meses. No balanço da empresa CDB, foram encontrados os estoques, os créditos diversos, clientes e disponibilidades, num total de R$ 5.009.132 (em milhares) no balanço referente a 2007 e R$ 4.878.416 (em milhares) referentes ao ano de 2006. O total do Ativo Não-Circulante, como será demonstrado em seguida, soma, em milhares de Reais, 7.736.974 em referência ao ano-calendário de 2007 e 6.722.021 em referência ao ano-calendário de 2006. Nele, encontra-se o Ativo Realizável a Longo Prazo que tem por definição a realização após o término do exercício social seguinte (após 12 meses). Nesse item são incluídos os créditos diversos e créditos com pessoas ligadas que somam, respectivamente nos balanços patrimoniais de 2007 e 2006, em milhares, R$ 2.053.779 e R$ 1.694.198. Em seguida, encontra-se o Ativo Permanente, subdividido em Investimentos (participações permanentes no capital social de outras sociedades e outros direitos permanentes que não se destinam à manutenção da atividade-fim da sociedade, como ações ou quotas, obras de arte, imóveis para aluguel); Imobilizado (bens corpóreos destinados à manutenção da sociedade ou exercidos com essa finalidade, como terrenos, edifícios, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, instalações, obras em andamento – além de custos de manutenção que tenham a capacidade de produtiva ou vida útil do ativo); Intangível (direitos sobre bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia, com fundo de comércio, direitos autorais, marcas, patentes, software), e Diferido. O somatório do balanço anual desse item é de, em milhares, R$ 5.683.195 referente a 2007 e R$ 5.027.823 referente a 2006.
Dentro do Balanço Patrimonial do Grupo Pão de Açúcar são vistas também as demonstrações de Passivo e Patrimônio líquido. O Passivo são as obrigações da entidade, contraídas junto a outra pessoa física ou jurídica. No Passivo Circulante – itens com vencimento no exercício social seguinte (dentro de doze meses) – do Grupo, encontram-se os empréstimos, financiamentos e debêntures; fornecedores; impostos, taxas e contribuições; dividendos a pagar e outros. O total do Passivo Circulante, soma R$ 4.352.714 (em milhares) no balanço referente a 2007 e R$ 3.823.909 (em milhares) referentes ao ano de 2006. No item Passivo Não-Circulante (Exigível a Longo Prazo), ou seja, com vencimento após o término do exercício social seguinte (superior a 12 meses da data final do balanço). No balanço da empresa CDB encontram-se empréstimos, financiamentos e debêntures; provisão para contingências; impostos parcelados e demais contas a pagar – somando, em milhares, R$ 3.243.582 referente a 2007 e R$ 2.805.985 referente a 2006.
Por ser uma empresa de capital aberto e abrir à participação de acionistas, o Grupo Pão de Açúcar pagou, como Participação de Acionistas Não-Controladores, R$ 137.818 (em milhares) referentes ao ano-calendário de 2007 e R$ 128.416 (em milhares) referentes ao ano-calendário de 2006.
Tem-se, então, no Balanço Patrimonial, o item Patrimônio Líquido, que são as origens de recursos dos acionistas, referindo-se ao capital social realizado, às reservas de capital e às reservas de lucro que somam, respectivamente nos balanços patrimoniais referentes a 2007 e 2006, em milhares, R$ 5.011.992 e R$ 4.842.127.
Análise das semelhanças
O Balanço Patrimonial do Grupo Pão de Açúcar (Ativo = Passivo Total + Patrimônio Líquido) teve um aumento em 2007 de 9,8% em relação a 2006, saltando de R$ 11.600.437 (milhares) para R$ 12.746.106 (milhares).
O total do Ativo Circulante em 2007 teve um aumento de 2,6% em relação ao balanço de 2006, com aumento nos números de clientes e de estoques, de um ano para o outro. Já os créditos diversos, referentes ao Ativo Circulante, apresentaram queda de 20%, passando de R$ 743.350 (milhares) em 2006 para R$ 594.396 (milhares) em 2007. O Ativo Não-Circulante referente a 2007 teve um aumento de 15% em relação ao balanço apurado referente a 2006 – visto que, somente em investimentos, o Grupo aumentou em 39,5% de um ano para o outro, passando de R$ 79.557 (milhares) em 2006 para R$ 110.987 (milhares) em 2007.
Com o aumento de clientes e estoques, aumentou, também, o item fornecedores do Passivo Circulante, em quase 15%, passando de R$ 2.027.268 (milhares) em 2006 para R$ 2.324.975 (milhares) em 2007. Entretanto, o Passível Exigível a Longo Prazo também aumentou em 2007, subindo 15,5% em relação a 2006. A participação de acionistas não-controladores teve um aumento de 7% no mesmo período de referência. Enquanto isso, as reservas de lucro caíram em 6.8% de 2007 em relação a 2006.
Conclusão
A Cia. Brasileira de Distribuição – ou Grupo Pão de Açúcar – teve um bom desempenho dentro do período analisado, de 2006 a 2007. Cresceu em investimentos, em número de clientes e em estoque para arcar com a demanda, o que gerou bons resultados para a empresa. Além disso, diminuiu os valores de impostos a pagar no longo prazo, apesar do aumento do Passível Exigível a Longo Prazo. O importante é que Ativo se manteve acima do Passivo, apresentando um saldo positivo ao final de cada Balanço, mesmo que as taxas de inadimplência não sejam especificadas em Balanços Patrimoniais.
Referências bibliográficas
Balanço Patrimonial da Empresa CBD – Grupo Pão de Açúcar. Disponível em: http://www.cvm.gov.br. Acesso em: 01 abr. 2008.
Ponto de Equilíbrio e Gao
Disciplina: Administração Financeira de Curto Prazo
Semestre: 2009/1
Cálculo do ponto de equilíbrio e do GAO
Dados da Empresa X:
• Preço do produto: R$ 150,00
• Custo Fixo: R$ 1.200.000,00
• Custo variável unitário: R$ 100,00
• Quantidade produzida e vendida: R$ 25.000 unidades
Custo Médio = Custo Fixo : Qtde + Custo Variável
CMe = 1.200.000,00 : 25.000 + 100,00
CMe = R$ 148,00
Lucro Total = Receita Total – Custo Total
LT = (preço do produto x qtd. Vendida) – (custo médio prod. x qtde. vendida)
LT = (150,00 x 25.000) – (148,00 x 25.000)
LT = R$ 3.750.000,00 – 3.700.000,00
LT = R$ 50.000,00
Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Q*) da Empresa X:
Q* = CF : P – CV
Q* = 1.200.000,00 : (150,00 – 100,00)
Q* = 1.200.000,00 : 50,00
Q* = 24.000
Cálculo do Grau de Alavancagem da Empresa X:
GAO = Receita : LAJI
GAO = RT : LT
GAO = 3.750.000,00 : 50.000,00
GAO = 75.000
Análise dos resultados
A partir do cálculo do Ponto de Equilíbrio da Empresa X, chegou-se ao resultado de 24.000 produtos produzidos e vendidos como o ponto em que a empresa não apresente prejuízos, e seu lucro seja igual a zero. A partir desse ponto, a empresa passa a apresentar seus lucros – ou seja, com 25.000 produtos produzidos e vendidos, a Empresa X tem lucro.
A partir do cálculo do Grau de Alavancagem da Empresa X, verificou-se um valor muito alto, o que significa que a empresa está trabalhando em alto risco operacional – inversamente proporcional à margem de segurança.
Importância do ponto de equilíbrio e do conceito de GAO
O ponto de equilíbrio de uma empresa representa o ponto em que o nível de vendas faz com que a empresa não tenha prejuízos, e seu lucro seja igual a zero. A partir desse ponto, a empresa passa a apresentar seus lucros. Para seu cálculo, basicamente, são necessários os conceitos de custo médio, custo variável e o comportamento do preço de mercado.
O Grau de Alavancagem Operacional – GAO – é uma forma de visualização do risco operacional de curto prazo do empreendimento. Quanto maior o grau de alavancagem, maior ó o risco operacional de curto prazo, e vice-versa. Seu cálculo é feito a partir da relação entre a receita das vendas e o lucro operacional da empresa. GAO = receita : LAJI , ou, GAO = “delta”LL : “delta”Q.
Semestre: 2009/1
Cálculo do ponto de equilíbrio e do GAO
Dados da Empresa X:
• Preço do produto: R$ 150,00
• Custo Fixo: R$ 1.200.000,00
• Custo variável unitário: R$ 100,00
• Quantidade produzida e vendida: R$ 25.000 unidades
Custo Médio = Custo Fixo : Qtde + Custo Variável
CMe = 1.200.000,00 : 25.000 + 100,00
CMe = R$ 148,00
Lucro Total = Receita Total – Custo Total
LT = (preço do produto x qtd. Vendida) – (custo médio prod. x qtde. vendida)
LT = (150,00 x 25.000) – (148,00 x 25.000)
LT = R$ 3.750.000,00 – 3.700.000,00
LT = R$ 50.000,00
Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Q*) da Empresa X:
Q* = CF : P – CV
Q* = 1.200.000,00 : (150,00 – 100,00)
Q* = 1.200.000,00 : 50,00
Q* = 24.000
Cálculo do Grau de Alavancagem da Empresa X:
GAO = Receita : LAJI
GAO = RT : LT
GAO = 3.750.000,00 : 50.000,00
GAO = 75.000
Análise dos resultados
A partir do cálculo do Ponto de Equilíbrio da Empresa X, chegou-se ao resultado de 24.000 produtos produzidos e vendidos como o ponto em que a empresa não apresente prejuízos, e seu lucro seja igual a zero. A partir desse ponto, a empresa passa a apresentar seus lucros – ou seja, com 25.000 produtos produzidos e vendidos, a Empresa X tem lucro.
A partir do cálculo do Grau de Alavancagem da Empresa X, verificou-se um valor muito alto, o que significa que a empresa está trabalhando em alto risco operacional – inversamente proporcional à margem de segurança.
Importância do ponto de equilíbrio e do conceito de GAO
O ponto de equilíbrio de uma empresa representa o ponto em que o nível de vendas faz com que a empresa não tenha prejuízos, e seu lucro seja igual a zero. A partir desse ponto, a empresa passa a apresentar seus lucros. Para seu cálculo, basicamente, são necessários os conceitos de custo médio, custo variável e o comportamento do preço de mercado.
O Grau de Alavancagem Operacional – GAO – é uma forma de visualização do risco operacional de curto prazo do empreendimento. Quanto maior o grau de alavancagem, maior ó o risco operacional de curto prazo, e vice-versa. Seu cálculo é feito a partir da relação entre a receita das vendas e o lucro operacional da empresa. GAO = receita : LAJI , ou, GAO = “delta”LL : “delta”Q.
Assinar:
Postagens (Atom)