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Logística e TI


Disciplina: Adm. de Operações e Logística

Semestre: 2010/1



Introdução



No atual contexto de gestão e estratégias corporativas, quem investe tempo e recursos em logística e TI tende a ir para o topo da cadeia. O cenário é constituído de quebras de barreiras físicas, econômicas e fiscais; movimentos constantes e cada vez mais rápidos de mercado e de público; competitividade acirrada; parcerias e crescimento. As empresas devem ser ágeis e eficientes para acompanhar esse novo mercado.



O presente trabalho tem por objetivo principal a abordagem da Tecnologia da Informação em relação aos objetivos do modelo de estratégia e organização e como sua aplicação interfere no relacionamento parceiros e clientes. Para isso, serão abordadas as suas aplicações e influências no modelo de estratégia e organização, os principais modelos de estratégia e organização de negócios, expectativas que a Governança de TI deve esclarecer.



Aplicações de TI e suas influências no modelo de estratégia e organização



Entre as principais aplicações da TI estão a integração dos diferentes setores da organização, integrando e fornecendo as informações necessárias a todos os departamentos e usuários do sistema. Fornece informações de suporte a operações, gerenciamento, análise e suporte a decisões, influenciando diretamente no comportamento, nas políticas de trabalho e nos recursos humanos – visto que esses são os seus usuários, e estarão em contato direto com o sistema de informações. Seus usuários devem ser capacitados à utilização do sistema, bem como devem interferir nele por meio da entrada e alteração das informações que irão compô-lo, e que estarão disponíveis a consultas futuras.



Objetivos dos principais modelos de estratégia e organização de negócios



Os principais sistemas utilizados para estratégia e organização dos negócios são o ERP, SCM, PDM. O ERP, Enterprise Resource Planning, sistema integrado que possibilita fluxo de informações único e contínuo, é um instrumento utilizado para a melhoria de processos de negócios, tendo uma única base de dados, e operando com diversos sistemas, bancos de dados e plataformas, desenhando um amplo cenário de seus processos de negócios. O SCM, Suply Chain Management, é mais voltado para a cadeia produtiva, abrangendo-a de forma estratégica e integrada, incluindo a relação da empresa com seus fornecedores e clientes – considera que a competição ocorre também no nível das cadeias produtivas. O PDM, Product Data Management, visa gerenciar todas as informações e todos os processos relativos ao ciclo de vida do produto – da concepção à obsolescência.



Podem ser citados ainda, como sistemas de assessoria e gerenciamento mais específico, o TMS, como suporte à gestão do transporte de carga (em níveis operacional, tático e estratégico); o WMS, sistema de gestão de Armazéns (otimiza atividades operacionais e burocráticas); o APS, que planeja a demanda do suprimento, da programação, execução avançada e otimização; e o MÊS, sistema de gerenciamento de informações que dá suporte às atividades de produção (do lançamento de uma ordem de serviço aos produtos finais).



Tem-se, ainda, o e-bussines com as transações comerciais via internet, e o e-commerce com o comércio eletrônico de produtos.



Expectativas que a Governança de TI deve esclarecer



Entre as expectativas que a Governança de TI deve esclarecer, citam-se três essenciais:



• Qual é o modelo operacional desejado pela empresa? – o modelo operacional deve ser adequado ao tamanho, número de funcionários, segmento de atuação entre outras características da empresa e da adaptabilidade de seus funcionários;

• Como a TI dará suporte ao modelo operacional desejado? – dependendo do tamanho e modelo de negócio da empresa, o TI pode ser terceirizado ou pode ser trabalhado dentro da própria empresa como setor/departamento da mesma, de acordo com as necessidades da organização;

• Como a TI será financiada? – as organizações de hoje devem contar com a TI não como ferramenta opcional, mas sim como estratégia de crescimento e posicionamento no mercado, tendo de investir tempo, recursos físicos e financeiros para sua implementação, manutenção e constante atualização.



Conclusão



A partir da análise sobre objetivos dos modelos de estratégia e organização, e sobre as expectativas em Governança de TI, fica claro a atual dependência da tecnologia da informação e, principalmente, da forma como as empresas devem encarar sua utilização, implementação, custos e benefícios. Conforme Alexandre Rojas, “A era do conhecimento e a aplicação dos instrumentos de tecnologia da informação vêm proporcionando agilidade nos processos administrativos e operacionais, automatismo e confiabilidade nas ações de controle, e incremento de velocidade no fluxo das comunicações em ambos os sentidos. As soluções, as intervenções, as ações em geral precisam ser atrativas para empresas, seus acionistas e pessoas que nela trabalham, agregar valor para as comunidades e para a sociedade, respeitar o meio ambiente e ser sustentáveis e, de alguma forma, gerar resultados mensuráveis.”



A organização que não utilizar a TI em seu projeto de crescimento (seja na implementação de seu sistema, seja na utilização dos dados integrados à ferramenta) corre sério risco de desaparecer. Para as organizações que se utilizam da TI, cabe adequar o modelo operacional às características e segmento da empresa, verificar qual o tipo de suporte desejado e necessário, e o financiamento da solução.



Referências bibliográficas



ROJAS, Alexandre. A Logística e a Governança de TI. [S.l.: s.n.].



Material de estudo concedido pela Fundação Getúlio Vargas.



Gestão pela Qualidade Total


Disciplina: Administração da Qualidade

Semestre: 2010/1



Introdução



Ao longo da evolução da Administração como objeto de estudo, a Administração da Qualidade tem papel fundamental no desenvolvimento de conceitos, estruturas e técnicas de gerenciamento aplicadas, hoje em dia, em larga escala ao redor do mundo – e não seria diferente no Brasil.



Evolução da qualidade ao longo do tempo



De maneira geral, pode-se colocar que desde os períodos mais remotos da humanidade, há, de maneira discreta, a intenção da administração da qualidade nos produtos confeccionados – visto que os governantes rejeitavam os produtos defeituosos.



Até o início da Revolução Industrial, ao final do século XVII, as atividades de produção eram artesanais, dependendo certas vezes de apenas uma pessoa para sua conclusão, quando não mais que algumas poucas para todo o processo – sendo o próprio artesão o responsável pela qualidade dos produtos.



Em 1900, passou a ser reconhecido como Controle da Qualidade pelo Operador, onde um trabalhador ou um grupo pequeno, responsável pela fabricação do produto por inteiro, permitia que cada um controlasse a qualidade de seu trabalho. A partir de 1918, surge o Controle da Qualidade pelo Supervisor, onde a responsabilidade pela qualidade do processo de produção até o produto final era de um supervisor que dirigia as ações e executava determinadas tarefas quando necessário.



Em meados de 1937, torna-se necessário também a inspeção de materiais, peças, ferramentas e outros produtos, que deveriam seguir padrões estabelecidos – Controle da Qualidade por Inspeção. O Controle Estatístico da Qualidade, na década de 1960, foi estabelecido a partir do reconhecimento da variabilidade na indústria, fazendo com que surgissem ferramentas básicas de qualidade na produção, como fluxograma, folha de verificação, diagrama de pareto, diagrama de causa e efeito, histograma, diagrama de dispersão e carta de controle – inicialmente utilizadas apenas no chão de fábrica, e hoje aplicada nas organizações de maneira mais generalizada.



Por volta de 1980, é admitido o Controle da Qualidade como forma de gerenciamento, como método mais amplo, envolvendo instrumentos como qualificação dos custos de qualidade, controle da qualidade, engenharia de confiabilidade e zero defeitos. Nesse ponto, a qualidade passa para a visão estratégica global, atendendo às grandes transformações no mercado mundial, objetivando a sobrevivência e a competitividade das empresas.



Vantagens específicas da gestão pela qualidade total



O Total Quality Management tem sido amplamente utilizados em indústria, empresas de serviços, educação, governo e financeiras, como estratégia de administração orientada a criar consciência de qualidade em todos os processos e níveis da empresa – sendo a comunicação uma peça-chave de sua estrutura. O TQM é estendido também a relacionamento com fornecedores, distribuidores e demais parceiros do negócio; composto por estágios como planejamento, organização, controle e liderança.



A certificação da qualidade nas empresas leva a excelentes resultados, como a maior qualificação de seus funcionários (cada um é responsável pela realização dos objetivos da empresa); aumenta a satisfação e a confiança dos clientes; reduz custos internos; aumenta a produtividade; melhora a imagem e os processos continuamente; possibilita também acesso a novos mercados.



Vantagens obtidas pelas empresas que adotam essas práticas em seus processos



Entre as principais vantagens da adoção de práticas de controle e gerenciamento da qualidade, pode-se colocar a redução de custos finais com troca de produtos defeituosos; desperdícios e desgastes de materiais e mão-de-obra; melhor adequação do produto às necessidades do consumidor; aumento da satisfação e da confiança de clientes, colaboradores e fornecedores; aumenta a produtividade; além de facilitar o acesso a novos mercados, colocando a empresa em boa posição de competitividade.



O primeiro grande impacto causado por uma política de controle da qualidade, em seu início, foi após a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão se encontrava totalmente destruído e era necessário reconstruir. Para isso, Edwards Deming foi convidado para treinar e conscientizar empresários sobre o Controle Estatístico de Processos e a Gestão da Qualidade, pela Japanese Union of Scientists and Engineers. Dessa forma, o Japão iniciou sua reconstrução e, dentro de alguns anos, tornou-se referência em processos de produção, qualidade e tecnologia. Atualmente, esses conceitos são largamente utilizados em indústrias de bens e serviços, de todos os portes.



Conclusão



A Administração da Qualidade, além de ferramenta para os novos modelos de gerenciamento, é uma consciência que deve ser criada e praticada pela gerência e pelos funcionários, em todos os níveis, em cada etapa do processo. As vantagens obtidas pelo constante aprimoramento das técnicas, da capacitação de funcionários, dos produtos ou serviços produzidos, compensam a implantação do sistema de Controle Total da Qualidade.



Referências bibliográficas



EVOLUÇÃO da qualidade. 08 nov. 2005. Disponível em: < http://www.administradores.com.br/artigos/evoluca0_da_qualidade/11538/ >. Acesso em 30 jun. 2009.



GESTÃO da qualidade – TQM. Disponível em < http://www.oficinadanet.com.br/artigo/858/gestao_da_qualidade_-_tqm >. Acesso em 30 jun. 2009.



Certificação de Qualidade ISO 9001


Disciplina: Administração da Qualidade

Semestre: 2010/1



Introdução



Resumo:

Para a introdução da norma ISO 9001 dentro de uma empresa, é necessária anteriormente a implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), que deve ser uma decisão estratégica da organização. De acordo com o tamanho e atividades desenvolvidas pela empresa que deseja implantar o SGQ e a ISO 9001, podem surgir vantagens e desvantagens para a mesma, e essas vantagens e desvantagens, por sua vez, afetam os clientes diretamente.



Palavras-chave: ISO 9001, Sistema de Gestão da Qualidade, certificação, estratégia, clientes.



O presente artigo tem como objetivo informar, de maneira sucinta, o que é e como funciona a norma ISO 9001, suas vantagens e desvantagens para a empresa e qual o impacto desses em relação aos clientes.



A norma ISO 9001 especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade, objetivando aumentar a satisfação dos clientes e a confiabilidade da empresa em relação à sua capacidade de atender aos requisitos do cliente e aos regulamentos aplicáveis. Sua instituição na organização deve ser uma decisão estratégica, onde serão considerados fatores como necessidades, objetivos, produtos, processos, tamanho e estrutura da organização.



Para a implantação das normas dentro da empresa, a mesma deve aderir a um sistema de gestão da qualidade e solicitar sua certificação. A certificação é feita através de uma auditoria independente, ou seja, realizada por terceiros, acreditada pelo INMETRO. Ao solicitar a certificação a empresa já deve ter elaborado seu manual da qualidade e de desenvolvimento de processos e efetivado a implantação do sistema de gestão da qualidade, com a documentação e registro necessários. A partir disso, é feita a avaliação de conformidade com a norma ISSO 9001, passando por duas fases de auditoria obrigatórias e uma pré-auditoria não obrigatória.



Todos os níveis hierárquicos, em especial a diretoria, devem estar estreitamente envolvidos e comprometidos com a implantação, acompanhamento e avaliação da norma dentro da organização, visando à melhoria contínua.



Vantagens de uma empresa ser certificada ela norma ISO 9001



Pode-se citar, dentre as principais vantagens de uma empresa ser certificada pela norma ISO 9001, a maior satisfação dos clientes pela consistência apresentada nos produtos ou serviços; uma percepção melhorada dos clientes em relação à organização; produtividade e eficiência melhoradas, com conseqüente redução de custos; melhora da comunicação, do moral e da satisfação no trabalho, por parte dos funcionários; vantagem competitiva e maiores oportunidades de marketing e vendas, tanto no cenário econômico doméstico quanto internacional, visto que a certificação de conformidade facilita a interação das organizações dentro de blocos econômicos – a livre circulação de bens e serviços só se viabiliza integralmente se os países envolvidos mantiverem sistemas de certificação compatíveis e mutuamente reconhecidos.

Segundo o site da ABNT, outros benefícios, sob a ótica qualitativa são: a utilização adequada dos recursos (equipamentos, materiais e mão-de-obra); a uniformização da produção; a facilitação do treinamento da mão-de-obra, melhorando seu nível técnico; a possibilidade de registro do conhecimento tecnológico; melhorar o processo de contratação e venda de tecnologia. E, sob a ótica quantitativa: redução do consumo de materiais e do desperdício; padronização de equipamentos e componentes; redução da variedade de produtos (melhorar); fornecimento de procedimentos para cálculos e projetos; aumento de produtividade; melhoria da qualidade; controle de processos.



Desvantagens de uma empresa ser certificada ela norma ISO 9001



Em relação a desvantagens da certificação pela norma ISO 9001, pode-se apresentar algumas dificuldades quando não há comprometimento e envolvimento da alta administração; resistência à documentação dos processos por receio de burocratização da organização; falta ou falhas na manutenção dos registros; atualização do sistema quando há alteração nas práticas organizacionais. Outro ponto que pode ser considerado como negativo é o custo de implantação e manutenção da certificação.



Segundo o PMBOK 2000, no âmbito do Gerenciamento da Qualidade do Projeto, “O fracasso em atingir-se os requisitos de qualidade em qualquer uma das dimensões, pode trazer conseqüências negativas sérias para algumas ou todas as partes envolvidas no projeto. Por exemplo:

• Atender os requisitos dos clientes, através de trabalho extra da equipe do projeto, pode produzir conseqüências negativas com o aumento de atrito entre os funcionários.

• Atender os objetivos de prazo do projeto acelerando as inspeções de qualidade planejadas, pode gerar conseqüências negativas caso alguns erros não sejam detectados.”



Como os fatores positivos e negativos da certificação das empresas afetam os clientes



O foco principal da implantação da norma ISO 9001 e sistemas de gestão da qualidade é o cliente. Dessa forma, as vantagens da certificação da empresa para o cliente serão refletidas na qualidade do produto e sua consistência com o proposto; a visão sobre a organização também será alterada positivamente, visto que a empresa estará oferecendo produtos ou serviços dentro de normas e padrões de qualidade, bem como a percepção em relação à estruturação dessa organização fornecedora e à sua imagem como sólida e confiável. Além disso, sendo a certificação reconhecida e aceita internacionalmente, eleva ainda mais a percepção em relação à qualidade oferecida nos produtos ou serviços, e na produção dos mesmos.



Entre as desvantagens da certificação pela norma ISO 9001, em relação a como afetam os clientes, pode haver repasse de custos aos mesmos; demora no atendimento a solicitações, em virtude de uma má aplicação e seguimento da norma ISO 9001 (burocratização, por exemplo); em decorrência de falta ou falhas na manutenção dos registros também pode ocorrer atraso na resposta aos clientes, bem como quando há falta de comprometimento da alta administração no processo de implantação e na atualização (melhorias contínuas) do sistema de gestão da qualidade.



Segundo a LRQA, empresa de auditora para certificações, “A percepção do cliente agora também faz parte da nova norma. Este é um novo requisito que exige que se colete dados suficientes sobre a satisfação e descontentamento do cliente a fim de que a organização possa monitorar a percepção do cliente com o intuito de descobrir se as exigências de tais clientes estão sendo ou não atendidas. Quando não há nenhuma reclamação, isso só quer dizer que a organização não possui informações suficientes, e não que os clientes estejam totalmente satisfeitos.”



Conclusão



Fazendo um breve balanço entre as vantagens e desvantagens da certificação pela ISO 9001, levanto em conta também a percepção cliente – foco do sistema de gestão da qualidade e, conseqüentemente, da certificação – perante ambas, fica claro que é melhor para a empresa passar pelo processo de implantação e certificação. A estratégia de focar no cliente, atribuir mais qualidade aos produtos ou serviços oferecidos, utilizar sistemas que facilitem os processos, a comunicação, que ajude na redução dos custos de produção e redução de chamadas de reclamações ou substituições de produtos com defeitos, e que vise à melhora contínua, sem dúvida, fará a diferença em relação à própria empresa, aos clientes, aos fornecedores e parceiros da organização.



Referências bibliográficas



Site da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, disponível em: http://www.abnt.org.br



PMBOK 2000, Tradução livre do. V 1.0, disponibilizada através da internet pelo PMI MG em abril de 2001. PMI Capítulo de Minas Gerais – www.pmimg.org.br



CERTIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO, disponível em: http://www.abnt.org.br/IMAGENS/CERTIFICACAO/PE-004.10.pdf



AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE, disponível em: http://www.abnt.org.br/IMAGENS/CERTIFICACAO/pg-02.05__avaliacao_da_conformidade.pdf



RODRIGUES, Ronaldo Costa. Vale a pena ter ISO 9001? Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2006.



Site do INMETRO, disponível em: www.inmetro.gov.br



Site da LRQA – Lloyd's Register Quality Assurance, disponível em: http://www.lrqa.com.br/



Importância das Questões Éticas


Disciplina: Administração do Meio Ambiente

Semestre: 2010/1



Introdução



Questões éticas têm sido levantadas acerca das questões ambientas, refletindo diretamente no posicionamento público e empresarial. A opinião pública, por sua vez, tem feito com que as empresas repensem suas atitudes, seu posicionamento e seus produtos ou serviços prestados. Entretanto, alguns pontos devem ser levantados e discutidos, como qual o limite entre a ética e a hipocrisia, ou seja, até que ponto as empresas estão realmente preocupadas com o meio ambiente ou se isso não passa de “uma jogada de marketing”.



Se é possível uma empresa ser ética



A consciência de que é possível, sim, ser uma empresa ética, buscando interagir corretamente com o meio ambiente vem crescendo, vem sendo difundida nos diversos setores industriais, de serviços, de tecnologias; além do próprio público consumidor. Soluções têm sido buscadas, bem como gestores têm se preparado e capacitado para lidar melhor com a situação ambiental. Além disso, existem as normas que, para alguns segmentos, são obrigatórias. Mas mesmo empresas que não são exigidas, têm buscado certificações de qualidade ambiental, seja para dar melhor suporte às suas atuações, seja para elevar o conceito de seus produtos e da própria imagem da empresa, seja para se preparar para o que vem pela frente.



Outra questão acerca da adoção de uma postura ética é a redução de custos com energia, água e desperdícios de matéria prima, por exemplo. Reduções estas que beneficiam a empresa, seus clientes, e o meio ambiente. Com a redução de custos, o valor do produto pode ser mais acessível, ou a diferença pode ser utilizada para reinvestimento na própria empresa, como recursos para pesquisas e projetos inclusive visando soluções ambientais.



Se é desejável uma empresa ser ética



Uma empresa ética e correta, além dos benefícios supracitados, pode ficar tranqüila em relação às legislações vigentes e aos “passivos ambientais” decorrentes de multas ou outras penalidades decorrentes da geração de lixo, poluição, degradação ou qualquer ato que prejudique ou danifique seriamente a população e vegetação em volta. Portanto, além de desejável, pode-se dizer que é imprescindível que uma empresa seja ética e busque sempre melhorar sua postura ambiental.



Aquilo que a responsabilidade ambiental representa nas empresas



A responsabilidade ambiental nas empresas não significa que a empresa está voltada apenas para os fatores externos, mas também se relaciona a tudo o que envolve o bem-estar físico e mental no trabalho. Preocupações com ergonomia, acidentes de trabalho, fatores emocionais e familiares também são colocados em pauta quando da implantação de uma postura de administração do meio ambiente.



Todos os funcionários são envolvidos na implantação e nas melhorias das normas, de modo a cada um perceber sua importância e seu valor na cadeia produtiva e na responsabilidade perante o meio ambiente. O mundo parece estar acabando cada vez que se liga a televisão em algum noticiário, e cabe a cada um desenvolver sua parte para evitar ou minimizar essas conseqüências de atitudes que vem sido tomadas há um século. Conforme Julianne Capucho e Manuel Flávio Leal: “(...), podemos dizer que algumas empresas de fato apresentam uma boa conduta, estando preocupadas com a disposição correta de resíduos gerados por seus processos produtivos, na verificação de se os produtos que vêm desenvolvendo podem ser nocivos ao ser humano e ao meio ambiente, entre outros. (...). Uma das conseqüências positivas desta boa conduta, é que essas pessoas, ao incorporarem a imagem correta de ética, estenderão esses conceitos para dentro de suas casas e continuarão dando bons exemplos para a vizinhança próxima”.



Os limites entre responsabilidade ambiental e marketing



De fato, a responsabilidade ambiental tem surtido efeitos positivos na hora da escolha entre produtos com selo verde em detrimento das que não têm. Deve haver uma cultura disseminada de princípios e valores, formando um círculo virtuoso de ética ambiental dentro das organizações.



“O que chama a atenção é o apelo ao compromisso ético com as gerações futuras, contido no conceito de desenvolvimento sustentável e a inclusão do respeito ao meio ambiente na declaração do milênio (...).” (A Importância das Questões Éticas e Seu Potencial Transformador). Muitas campanhas publicitárias tem sido veiculadas com esse tema, amplamente lançado por grandes companhias, e também por Organizações Não Governamentais que buscam apoio de pessoas físicas e jurídicas objetivando a disseminação de políticas de desenvolvimento sustentável.



Conclusão



São questões que estão realmente fazendo parte do cotidiano, que afetam diretamente a política e a economia nacional e externa, e, acredito, começam a ser levadas a sério – deixa-se de lado a hipocrisia e veste-se a camisa por um desenvolvimento sustentável, por pesquisas na área, projetos de minimização ou controle de impactos ambientais; além, das políticas de reversão climática.



Mas, sem dúvida, o fator “público” é o ditador das regras. É o público que consome, é o público que vive no meio ambiente que pode ser beneficiado ou agredido por determinada empresa. E esse público tem adquirido cada vez mais poder, ou, pode-se até arriscar a dizer que na verdade têm tomado maior consciência de seu poder.



Referências bibliográficas



A IMPORTÂNCIA das questões éticas e seu potencial transformador. FGV Online, 2009.



CAPUCHO, Julianne O.; LEAL, Manoel Flávio. Ética pessoal e ética corporativa: limites e desafios. Disponível em: http://www.facinter.br/revista/numeros/4etica.htm . Acesso em: 22jun.2006.

Atividades Econômicas e seus Problemas Ambientais


Disciplina: Administração do Meio Ambiente

Semestre: 2010/1



Introdução



Todos nós influenciamos nos problemas ambientais diariamente. Entretanto, as atividades empresariais contribuem em grau maior para a degradação do mesmo, em especial as grandes indústrias. Individualmente, e de maneira direta, geramos lixo, poluímos com nossos veículos, gastamos água potável; indiretamente, com a produção, transporte e compra de produtos (alimentos, vestuário, mobílias, combustíveis). As empresas contribuem para o agravamento dos problemas ambientais com gasto de matéria prima (renováveis ou não), consumo de água e de energia, geração de poluição – no caso de indústrias, dentro de cada classe de atividade das empresas – e com a produção de embalagens em sua maioria não recicláveis, além do transporte e armazenagem de produtos.



Premissas da economia clássica e seus equívocos



Um exemplo prático da economia clássica e seus equívocos é o caso de Cubatão, sintetizado pela autora Monica di Masi, cidade que sofreu intenso processo de industrialização entre 1950 e 1960, com a implantação de um pólo industrial. Oferecia proximidade a um centro consumidor, a um porto marítimo de grande porte, malha viária e disponibilidade de mão de obra, água e energia elétrica. Entretanto, naquela época ainda não havia tanta preocupação com o meio ambiente, e o aspecto ambiental foi ignorado e Cubatão se tornou, em pouco tempo, uma das cidades mais poluídas do mundo. Sua ocupação provocou ataques à vegetação, tanto pela presença humana quanto pelas emissões tóxicas das indústrias. Com essa ocupação desordenada e sujeita a riscos, um grande acidente com explosão e incêndio deixou mais de cem vítimas. As iniciativas de recuperação ambiental começaram nessa época, na década de 1980, e hoje Cubatão apresenta índices de poluição melhores que muitos municípios não industrializados.



Limites ao crescimento físico



As terras habitáveis, plantáveis ou conversíveis em zonas industriais são limitadas, bem como os recursos naturais, as fontes de matéria prima natural, a produção de energia.



De certa forma, o conceito de desenvolvimento sustentável “utilização de recursos naturais em velocidade inferior à da natureza em recuperá-los” limita o crescimento das empresas. Pode-se citar, nesse caso, a atuação em especial das grandes indústrias, que costumam demandar maiores quantidades de matérias primas, áreas construídas em pólos industriais, recursos naturais e de energia, estando em constante crescimento; e devolvem ao ambiente maiores níveis de emissão de poluentes.



Possíveis soluções para os problemas identificados



Sob outra ótica, a prática corporativa dentro do conceito de desenvolvimento sustentável tem sido vista com bons olhos pelo público consumidor, que muitas vezes caba optando por produtos com “selo verde”, que poluam menos, ou que sejam recicláveis ou reutilizáveis, ou biodegradáveis, ou que consumam menos energia, ou qualquer outro fator que diminua seu impacto ambiental em sua utilização ou descarte.



O seguimento a regras e convenções mundiais em prol da preservação ambiental, por parte de todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento seria uma forma de conter o avanço do aquecimento global, e da recriação de ambientes com melhor qualidade de vida. Entretanto, questões políticas internacionais e de ordem econômica acabam atrasando o cumprimento de diretrizes ambientais.



Conclusão



Organizações não governamentais e órgão de proteção ambiental ligados a governos ao redor de todo o mundo têm contribuído para o alerta às causas e conseqüências do crescimento desordenado de populações e empresas poluidoras. Ajudam a criar também uma consciência de “comece por si mesmo” e “dê preferência a produtos de empresas ‘verdes’”. Conscientizando a população sobre suas atitudes e sobre os produtos consumidos, fica mais fácil a cobrança sobre governos e empresas que também devem mudar sua postura em relação ao meio ambiente em que vivemos, e que devemos proteger.



Referências bibliográficas



MASI, Mônica di. Cubatão. Rio de Janeiro: FGV Online, 2006.



FINITUDE da humanidade. FGV Online, 2009.