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Conceitos e Aplicações do Marketing de Serviços

Disciplina: Marketing de Serviços

Semestre: 2009/2



Introdução



Com a necessidade de aumentar o movimento e a rentabilidade, hotéis passaram a oferecer diferentes soluções para eventos sociais – em especial os casamentos. Esse tipo de celebração costuma demandar tempo para organização, planejamento, busca de fornecedores, local, convites... enfim, uma série de itens que os casais modernos não têm tempo de buscar. Enquanto isso, a contratação de um hotel para a realização da comemoração, além do glamour, oferece a comodidade de receber um evento de qualidade, sofisticação e o melhor de tudo: pronto e cheio de mimos.



Principais características dos serviços nas ações dos gestores de hotéis



Os serviços atribuídos, de maneira geral, a uma celebração de casamento são, além da facilidade na busca dos itens acima mencionados, as cortesias oferecidas, como noite de núpcias no hotel, desconto para convidados que se hospedem no hotel, assessoria personalizada, menu diferenciado, serviço completo (móveis, louças, garçons) – o que atribui bens aos serviços prestados. Para tentar trazer mais realidade, mais tangibilidade ao planejamento de um evento social, o Hotel Renaissance São Paulo criou um show-room especializados em eventos sociais, mostrando os indícios tangíveis oferecidos em seus serviços – como móveis, louçãs, estilos de decoração e degustação de itens do cardápio.



Conforme os conceitos de perecibilidade e inseparabilidade, os serviços oferecidos, mesmo que se utilizem de produtos para sua execução, são planejados anteriormente, mas seu consumo é durante a celebração, durante a noite de núpcias, hospedagem de convidados, café da manhã diferenciado no quarto. O oferecimento de serviços diferenciados é o principal produto. As lembranças da comemoração, da festa e da hospedagem é que serão lembradas por toda a vida, bem como o atendimento e o conforto. A associação à imagem do hotel será essa, de bem-estar, conforto, felicidade – tanto por parte dos noivos quanto dos convidados.



Ainda, alguns hotéis trazem outras combinações, customizando e direcionando o atendimento, como o dia da noiva – com um espaço exclusivo onde a noiva pode desfrutar de um salão de beleza, hidromassagem, sauna. Outras variedades nos pacotes são as suítes de núpcias preparadas especialmente para a ocasião – muitas vezes como cortesia – ainda, jantares para a comemoração de um ano de casamento, limusine, vôo panorâmico de helicóptero, capela para a cerimônia religiosa, entre outros.



Desafios que este tipo de administrador enfrenta



Um dos desafios a ser lidado pelos administradores de hotéis é a manutenção do controle de qualidade dos serviços visto que, nesse caso específico de casamentos, as expectativas são as maiores e a execução dos serviços prometidos devem, no mínimo, alcançar essas expectativas. Outro desafio é a competitividade do setor, onde uma empresa pode entrar com uma idéia inovadora e em seguida ser copiada por seus concorrentes, visto a diferenciação limitada e a falta de patente em serviços. Outro desafio é a seleção e o treinamento de executores, vendedores e prestadores de trabalho, para adequação ao tipo de serviço prestado e atender às exigências do público-alvo. Têm-se também como desafios que se encaixam no ramo de hotelaria a administração da incerteza do cliente – pela questão da intangibilidade – e responsabilidade junto a terceiros – visto que, em alguns casos, os serviços são terceirizados – como hostess, motoristas, limusines, helicópteros, entre outros.



Conclusão



Apenas a identificação de um novo nicho no mercado não garante retorno às empresas. Além da identificação de um novo serviço a ser prestado, em especial pelas características intangíveis, o planejamento e a execução dos serviços devem superar suas expectativas. O conhecimento na área de marketing e em seu ramo de atuação também são imprescindíveis para o sucesso do negócio, bem como a identificação e administração dos desafios impostos pelo setor de serviços. O ramo da hotelaria, antes conhecido apenas pela hospedagem e realização de eventos corporativos, hoje abre as portas de seus salões mais especiais às celebrações sociais, pessoais, como os casamentos – acertando em cheio um público que prioriza a sofisticação, comodidade e praticidade – aumentando em até 53% suas rentabilidades.



Referências bibliográficas



CRESCE procura por festas de casamento nos hotéis. Revista Hotéis. São Paulo, n.57, jul. 2007. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2009.

Estratégias de Relacionamento com o Cliente

Disciplina: Introdução ao Marketing

Semestre: 2009/2



Introdução



Frente à exigência cada vez maior por parte dos clientes em relação aos produtos e serviços consumidos, as empresas começaram a criar, implantar e implementar programas de comunicação com seus clientes, de forma a atender suas novas exigências e também de se aproximar um novo público. Entretanto, muitas vezes essas empresas acabam focando mais na captação de novos clientes e deixam seus clientes “fiéis” sem o retorno esperado. Para isso, foram criadas novas ferramentas de controle, como o CRM – Costumer Relationship Management – com uma base de dados que aborda do gosto e características do cliente ao seu histórico de relacionamento e consumo com a empresa.



Estratégias de relacionamento com o cliente



As estratégias de relacionamento com o cliente foram criadas justamente para, que além da captação de cada cliente de forma individual, atender a necessidades específicas, os clientes de longa data também fossem recompensados por sua fidelidade à empresa, que suas necessidades também sejam atendidas de maneira específica, se ajustando às necessidades que forem criadas.



Para organizar melhor o novo processo de relacionamento com os clientes, algumas ferramentas foram criadas, como databasemarketing, telemarketing e comunicação dirigida – ferramentas essas que propiciam às empresas conhecer e ouvir seus clientes, saber das suas expectativas, desejos e necessidades, além de receber críticas e sugestões. Além disso, essas ferramentas auxiliam no pré, pós e vendas propriamente ditas, ao informar aos clientes as especificações e modos de uso do produto ou serviço ofertado e, ainda, receber o feedback do cliente, de forma a mensurar e analisar o sucesso do bem produzido.



No pódio das principais ferramentas de relacionamento com o cliente figura o CRM, em tradução livre “Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente”, software desenvolvido para atender a empresas que por sua vez desejam atender da melhor maneira possível seus clientes, conhecendo-os e superando suas expectativas.



Marketing one-to-one



O marketing one-to-one difere da comunicação em massa ao criar soluções direcionadas para cada cliente individualmente – enquanto a comunicação em massa “joga” suas soluções a quem interessar possa.



Além da criação de soluções exclusivas a cada cliente, o marketing one-to-one pode criar uma cultura de conhecimento e educação de seu cliente. Um exemplo é a XP Investimentos, uma das maiores corretoras de bolsa de valores do país, que detectou a necessidade de informar seus clientes sobre os acontecimentos do mercado de capitais. Para isso, cria e desenvolve palestras gratuitas e cursos sobre finanças e bolsa de valores, de modo a levar conhecimento, educação financeira e cultura econômica aos seus clientes. Na época da crise, foi a única corretora que cresceu – criou palestras para seus clientes e abertas a público, gratuitamente, para mostrar o que era a crise, como aconteceu, o que poderia vir a acontecer e como utilizar estratégias operacionais para lucrar na bolsa de valores nesta época. Além disso, a XP utiliza o CRM e tem uma política de atender seus clientes pelo nome, além de identificar, na primeira reunião, o perfil de seu novo cliente, indicando, a partir disso, quais os tipos de investimento mais indicados para cada pessoa. Para os já clientes, a XP oferece palestras gratuitas de atualização de conhecimento, informando os acontecimentos do mercado nacional e internacional, análise semanal do mercado, novas ferramentas e estratégias a serem utilizadas na bolsa de valores e descontos em cursos sobre mercado de capitais e finanças. Na XP o cliente também escolhe a maneira que quer ser contatado sobre sua conta – telefone, e-mail, mensagem no celular, fax – e também com qual freqüência – diariamente, semanalmente, mensalmente ou até anualmente, dependendo do investimento (curto, médio ou longo prazo).



Programas de fidelidade



Quando se fala em programa de fidelidade logo vem à mente as operadores de telefonia celular, internet e televisão à cabo, além dos cartões de crediário em lojas e descontos em farmácias. Se fidelidade é estar com a operador ou loja de sua preferência por atender às suas necessidades e seus desejos, um contrato com prazo definido e ameaça de multa por rescisão não se encaixa nesse conceito. Entretanto, muitas operadoras adotam esse sistema com o intuito de não perder seus clientes para outra concorrente, mas deixa a desejar em relação aos produtos oferecidos – e, quando o cliente deseja deixar sua operadora é informado da multa rescisória (bastante elevada, por sinal). Outras empresas utilizam cartões de fidelidade, onde o cliente portador tem direito a descontos, prêmios por pontuação, opções de pagamento, cartão de natal, ligação de aniversário, entre outros benefícios, e a empresa tem acesso a seu histórico de compras ou consumo de serviços, informações preciosas para o marketing de relacionamento e aos programas de fidelidade.



Conclusão



A partir da percepção de que cada cliente é único e especial, de que existem diferentes perfis de consumidores, com necessidades e disponibilidades variadas, iniciou-se uma revolução no marketing e em toda a empresa que adota esse novo sistema, alterando sua cultura de atendimento, criação e produção de bens e serviços que fidelizam o cliente. E, tanto o cliente, que terá à sua disposição uma série de soluções específicas para atender plenamente aos seus desejos, quanto a empresa, que terá um cliente satisfeito e que irá contar aos seus amigos sobre o atendimento recebido, saem beneficiados.

Referências bibliográficas



GASET, Juan Carlos. O CRM não é software; é uma nova filosofia. HSM Management, ano 5, n. 28, set./out., 2001.



SANDE, Walter. Relacionamento, fidelidade e o rei da Suazilândia. [S.l.: s.n.].



CLIENTES fiéis ou prisioneiros? Jornal O Globo, 8 abr. 2007, p. 34. Economia.





KOTLER, PHILIP. Marketing para o século XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. Tradução Bazan Tecnologia e Lingüística – São Paulo : Futura, 1999.



SANTÂNGELO, CAIO CÉSAR FERRARI. Marketing one-to-one x Marketing Tradicional. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing_onetoone_x_marketing_tradicional/24684/



XP Investimentos: www.xpi.com.br



XP Educação: www.xpe.com.br

Propagandas Comparativas

Disciplina: Introdução ao Marketing

Semestre: 2009/2



Introdução



Frente a campanhas publicitárias de teor comparativo, muita discussão tem sido gerada. Campanhas nacionais e regionais têm utilizado esse tipo de propaganda para fortalecer a imagem da marca anunciante perante as concorrentes; entretanto, alguns pontos devem ser observados em relação ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, visto que as mesmas não devem proceder de maneira anti-ética ou de forma degradativa da imagem do concorrente, muito menos utilizar dados e fatos sem fontes explícitas e confiáveis.



Casos recentes de propagandas comparativas



Tendo em vista os códigos de regulamentação de propagandas, as agências de publicidade têm sido cada vez mais criativas – ou cada vez mais agressivas – para demonstrar os atributos dos produtos anunciados.



Um caso criativo foi a campanha dos tubos e conexões Tigre, bem como sobre suas outras soluções como as caixas de gordura. As propagandas tratam de maneira inusitada os malefícios de não se utilizar seus produtos e soluções em construções e reformas.



Um caso mais agressivo é o do iogurte Activia, da Danone, onde afirma que é o único capaz de resolver casos de constipação, pois seus lactobacilos seriam os únicos a chegarem vivos até o intestino (enquanto os produtos concorrentes não teriam essa performance dentro do nosso organismo) e que, além disso, seria o mais indicado por nutricionistas e profissionais da área (nove entre dez, cita a Danone) devido a estudos e pesquisas científicas realizados sobre o iogurte. Casos parecidos são encontrados em anúncios de cremes dentais, como “o mais recomendado pelos dentistas”, no caso do creme dental Colgate, onde profissionais da odontologia dão depoimentos sobre o uso contínuo do produto, fortalecendo a imagem da marca. Também pode-se citar, entre recentes propagandas comparativas, as de sabão em pó e amaciantes – onde chegam a simular lavagens com produtos concorrentes, que, no caso, não tirariam as mesmas manchas ou danificariam as roupas ou, ainda, não manteriam o cheiro agradável de roupa lavada por mais tempo. Outra briga grande está entre as operadoras de telefonia celular – bônus que expiram ou não, valor das ligações, qualidade do sinal e área de cobertura, aparelhos celulares gratuitos, entre outros.



Vantagens e desvantagens da propaganda comparativa



Entre as vantagens da propaganda comparativa, pode-se citar a facilidade ao consumidor em comparar produtos similares, divulgação conjunta sem custos – o que também possibilita maior abrangência de mercado, geração de concorrência – o que é bom para o consumidor, que terá cada vez mais benefícios, qualidade e melhor preços pela briga da concorrência.



Entre as desvantagens da propaganda comparativa figuram a possibilidade de gastos jurídicos com processos, possibilidade de distorção da percepção em relação à imagem da marca em função de uma comparação inadequada ou anti-ética, perda de clientes fiéis em virtude de uma comparação, entre outros.

Pertinência ou não do estabelecimento de limites para a prática de comparações, como sugere o CONAR



Segundo o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, a propaganda comparativa deve atender a determinadas observações, que visam a prática de propaganda comparativas desde que princípios éticos e de confiabilidade de dados sejam adotados. Tais limites estabelecidos para a prática de comparações devem ser seguidos e auditados rigidamente, visto os malefícios que uma comparação não-estruturada, não-embasada em fatos reais e comprobatórios ou anti-ética podem causara ao anunciante, ao concorrente e aos consumidores.



SEÇÃO 7 - Propaganda Comparativa

Artigo 32

Tendo em vista as modernas tendências mundiais – e atendidas as normas pertinentes do Código da Propriedade Industrial –, a publicidade comparativa será aceita, contanto que respeite os seguintes princípios e limites:

a. seu objetivo maior seja o esclarecimento, se não mesmo a defesa do consumidor;

b. tenha por princípio básico a objetividade na comparação, posto que dados subjetivos, de fundo psicológico ou emocional, não constituem uma base válida de comparação perante o Consumidor;

c. a comparação alegada ou realizada seja passível de comprovação;

d. em se tratando de bens de consumo a comparação seja feita com modelos fabricados no mesmo ano, sendo condenável o confronto entre produtos de épocas diferentes, a menos que se trate de referência para demonstrar evolução, o que, nesse caso, deve ser caracterizado;

e. não se estabeleça confusão entre produtos e marcas concorrentes;

f. não se caracterize concorrência desleal, denegrimento à imagem do produto ou à marca de outra empresa;

g. não se utilize injustificadamente a imagem corporativa ou o prestígio de terceiros;

h. quando se fizer uma comparação entre produtos cujo preço não é de igual nível, tal circunstância deve ser claramente indicada pelo anúncio.



Conclusão



A propaganda comparativa pode ser feita de dois modos: a maneira certa – seguindo código de princípios e limites, e a maneira anti-ética – abolindo princípios e utilizando apelos promocionais sem limites.



Esse tipo de propaganda pode ser muito útil na tomada de decisão do consumidor entre um e mais produtos do mesmo segmento, ou entre marcas do mesmo setor. Entretanto, deve-se tomar muito cuidado na exibição de dados comparativos, visto que a propaganda, principalmente nas mídias televisivas, têm apelo ao consumidor e influenciam comportamentos. Vira e mexe imitamos ou vendo alguém imitando personagens de propaganda, citamos slogans em conversas informais, cantamos jingles de comerciais. Somos, além de profissionais atuando na área de marketing, consumidores. E também estamos expostos à influência da propaganda.



Referências bibliográficas



SALLES, Mauro. Um caso pioneiro de propaganda comparativa. In: ROCHA, A. CHRISTENSEN, C. Marketing - Teoria e prática no Brasil. São Paulo, Atlas, 1999, p. 181.



VOLKSWAGEN do Brasil e Fiat: um caso de regulamentação publicitária. Disponível em:. Acesso em: 19 mar. 2009.



Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária: CÓDIGO E ANEXOS - TODOS OS CAPÍTULOS. Disponível em: http://www.conar.org.br/html/codigos/todos%20os%20capitulos.htm. Acesso em: 25 set. 2009.

Análise de Investimentos

Disciplina: Administração Financeira de Longo Prazo

Semestre: 2009/1



Análise do Retorno Ativo



As duas companhias a seguir, RJ e SP, receberam uma proposta de investimento em um ativo de alto risco, que custa $ 100.000. As empresas não pretendem alterar suas políticas de financiamento. A Cia. SP comprará esse ativo exclusivamente mediante aumento de capital dos sócios – PL –, enquanto a Cia. RJ financiará 50% com terceiros e o restante será suportado pelos sócios com aumento de PL. A alíquota de IR é de 25% e esse novo ativo é capaz de remunerar o capital nele investido à taxa de 16%. A seguir, quadro com as Características das Fontes de Recursos:



Custo da Dívida para ativo de baixo risco 3%

Custo da Dívida para ativo de alto risco 10%

Custo do PL para ativo de baixo risco 4,5%

Custo do PL para ativo de alto risco 15%

Conceitos Utilizados:

RA - Retorno do Ativo:

Tem o objetivo de avaliar a que taxa a empresa remunera o capital investido por todos os seus financiadores de recursos.

Cálculo= (Lucro Líquido + Despesas Financeiras líquidas de IR e Cont. Social) : Ativo médio (ativom= (ativo inicial + ativo final) : 2)

EVA - Economic Value Added (Valor Agregado):

Apresenta uma mensuração do lucro econômico. Serve para avaliar se o resultado líquido obtido supera o custo médio de capital da empresa, criando valor para os investidores.

Cálculo= (Lucro Operacional Líquido) - (Custo Médio Ponderado x Investimento Total)

CMPC – Custo Médio Ponderado:

Avalia o custo do capital para a empresa, ponderando a participação do capital próprio e de terceiros, em relação à sua participação na estrutura de financiamento.

Cálculo= ((capital de terceiros : total de capital) * custo do capital de terceiros) + ((capital próprio : total de capital) * custo do capital próprio)





Companhia RJ: Cenário Atual



BP Cia. RJ

ATIVO PASSIVO + PL

Ativo de alto Risco 500.000 Dívidas 250.000

PL 250.000



DRE Cia. RJ

Resultado Operac. antes das Desp.Financeiras 100.000

Desp. Financeiras -25.000

LAIR 75.000

IR e CS (25%) -18.750

LL 56.250



DRE atualizada

DRE Atual Valor Atual

Res.Operac. antes das Desp. Financeiras 100.000,00

IR e CS (25%) (25.000,00)

Lucro Op Líquido antes das DF 75.000,00

Desp. Financeiras (25.000,00)

Crédito Fiscal Despesas Financeiras 6.250,00

Desp. Financeiras Líquidas (18.750,00)

Lucro Líquido 56.250,00



Custo Médio Ponderado (CMPC) = 11,25%

RA = 15%

EVA = [75.000,00 – (11,25% * 500.000,00)] = 18.750,00



Companhia RJ: Cenário Projetado após novo investimento



BP Projetado Cia. RJ

ATIVO PASSIVO + PL

Ativo de alto Risco 600.000 Dívidas 300.000

PL 300.000



DRE Projetada Cia. RJ

DRE Projetada Valor Projetado

Res.Operac. antes das Desp. Financeiras 116.000,00

IR e CS (25%) (29.000,00)

Lucro Op Líquido antes das DF 87.000,00

Desp. Financeiras (30.000,00)

Crédito Fiscal Despesas Financeiras 7.500,00

Desp. Financeiras Líquidas (22.500,00)

Lucro Líquido 64.500,00



Custo Médio Ponderado (CMPC) = 11,25%

RA = 14,50%

EVA = [87.000 – (11,25% * 600.000,00)] = 19.500,00









Companhia SP: Cenário Atual



BP Cia. SP

ATIVO PASSIVO + PL

Ativo de baixo Risco 500.000 PL 500.000





DRE Cia. SP

Resultado Operac. antes das Desp. Financeiras 30.000

Desp. Financeiras 0

LAIR 30.000

IR e CS (25%) -7.500

LL 22.500





DRE Atualizada Valor Atual

Res.Operac. antes das Desp. Financeiras 30.000,00

IR e CS (25%) (7.500,00)

Lucro Op Líquido antes das DF 22.500,00

Desp. Financeiras -

Crédito Fiscal Despesas Financeiras -

Desp. Financeiras Líquidas -

Lucro Líquido 22.500,00



Custo Médio Ponderado (CMPC) = 4,5%

RA = 4,5%

EVA = [22.500,00 – (4,5% * 500.000,00)] = 0,00



Companhia SP: Cenário Projetado após novo investimento



BP Projetado Cia. SP

ATIVO PASSIVO + PL

Ativo de baixo Risco 500.000

Ativo de alto Risco 100.000 PL 600.000



DRE Projetada Cia. SP

DRE Projetada Valor Projetado

Res.Operac. antes das Desp. Financeiras 46.000,00

IR e CS (25%) (11.500,00)

Lucro Op Líquido antes das DF 34.500,00

Desp. Financeiras (5.000,00)

Crédito Fiscal Despesas Financeiras 1.250,00

Desp. Financeiras Líquidas (3.750,00)

Lucro Líquido 30.750,00



Custo Médio Ponderado (CMPC) = 6,25%

RA = 5,75%

EVA = [34.500,00 – (6,25% * 600.000,00)] = -3.000,00



Com base nas planilhas colocadas e calculadas, vamos às análises em relação ao RA.





Análise da Companhia RJ:

Em relação ao Retorno do Ativo, a Cia. RJ apresentou diminuição de sua taxa de RA de 15% para 14,5%, apesar do aumento de seu lucro líquido e da estabilidade de sua taxa de CPMC, em 11,25%.



Análise da Companhia SP:

Em relação ao Retorno Ativo, a Cia SP apresentou aumento tanto em sua CPMC quanto em sua RA, elevando também seu lucro líquido. Isso porque foi alterada o tipo de risco de seu novo investimento, quando antes era apenas de baixo risco, agora apresenta também um investimento de alto risco, alterando a composição da estrutura de seu cálculo de custo de capital.



A partir dessas duas análises, a empresa que teve melhor desempenho foi a Cia. SP, passando seu RA de 4,50% para 5,75%.





Análise do Valor Agregado



Análise da Companhia RJ:

Em relação ao Valor Agregado, a Cia. RJ apresentou aumento de 18.750,00 para 119.500,00.



Análise da Companhia SP:

Em relação ao Valor Agregado, a Cia SP apresentou retração, de 0,00 para -3.000,00 – destruindo o valor a ser agregado aos acionistas.



A partir dessas duas análises, a empresa que teve melhor desempenho foi a Cia. RJ, que agregou valor, como base em seus resultados operacionais, aos acionistas – enquanto isso, a Cia. SP destruiu seu EVA com o novo investimento.





Métrica usada para a tomada de decisão de investimento



A métrica utilizada para a tomada de decisão para essas duas empresas, deve ser a análise conjunta de RA e EVA. A partir da análise da Cia RJ, a RA diminui, enquanto o EVA aumenta. Já na Cia. SP, mesmo com o aumento em seu RA, seu valor agregado foi negativo, e em grandes proporções, se compararmos à Cia. RJ. Ainda, sob ponto de vista do perfil de investimentos de cada Cia., cabe à Cia. RJ investimentos de alto risco, enquanto a Cia. SP trabalha com investimentos de baixo risco.



A partir do conjunto de análises, a Companhia SP não deve realizar esse novo investimento. Já a Companhia RJ pode realizá-lo com mais tranqüilidade.

A Importância do Controle Interno para a Gestão de Empresas

Disciplina: Administração Financeira de Curto Prazo

Semestre: 2009/1



Introdução



O Controle Interno pode ser compreendido, de maneira generelizada, como uma ferramenta capaz de auxiliar administradores a observar e dirigir suas empresas com base em análises específicas, aplicação de compliance em elevados padrões e, principalmente, de auxiliar no alcance de metas.



Semelhanças entre os conceitos de controle interno



Entre as inúmeras definições de Controle Interno, encontram-se muitas semelhanças. Entre essas definições, podemos citar, como principais, a definição do Committee of Sponsoring Organizations – COSO – que preza pela confiabilidade de informações financeiras, obediência a leis e regulamentos e eficácia e eficiência de operações em relação à consecução de objetivos. Além deste, pode-se citar a definição apresentada pelo AICPA – que faz parte do COSO – como sendo, o Controle Interno, “(...) o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, salvaguardar seu patrimônio, (...) e encorajar a obediência às diretrizes traçadas pela administração da companhia.”



Para FRANCO e MARRA, o Controle Interno, de forma sucinta, prevê todos os instrumentos destinados à verificação administrativa que auxiliem no comando da organização e que reflitam em seu patrimônio. O conceito definido por Marcelo Almeida afirma que “O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa.” De maneira mais direta, o Instituto de Auditores Internos, AUDIBRA, em seu ‘Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna’ diz que “Controles Internos devem ser entendidos como qualquer ação tomada pela administração (...) para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam atingidos.”



Justificativa da escolha



Entre os conceitos apresentados, notam-se semelhanças no que tange à confiabilidade de informações recolhidas nos setores, ao uso correto dessas informações, juntamente com objetivos definidos, à administração da empresa em relação ao seu patrimônio. Pode-se dizer que o Controle Interno é uma excelente ferramenta administrativa que alia informações a diretrizes, referências contábeis à prospecção de resultados.



Relevância do conceito de controle interno



O controle interno pode ser utilizado em diversas situações: de empresas novas a antigas, de pequenas a de capital aberto, no Brasil ou no mundo.

Para as empresas em geral, o Sistema de Controles Internos, segundo a Federação Internacional de Contadores – IFAC – significa todas as políticas e procedimentos adotados pela administração para ajudá-la a conduzir seus negócios incluindo o cumprimento de políticas administrativas, a salvaguarda de ativos, a prevenção e detecção de fraude ou erro, a precisão e integridade dos registros contábeis e a preparação oportuna de informações financeiras confiáveis.



Para novas empresas, segundo o SEBRAE, uma das maiores causas do elevado índice de descontinuidade de empresas recém-abertas é a falta de informação, de preparo e de planejamento. O controle interno, nesse caso, entra na produção de informações que deveriam ser levadas como base para tomadas de decisão, verificação de possíveis erros ou para serem definidas diretrizes realistas e metas alcançáveis.



Nos Estados Unidos, o controle interno é referência no que diz respeito a informações sobre empresas de capital aberto, pois essas influenciam na vida de milhares – se não milhões – de pessoas, funcionários a acionistas, governo e empresários, entre outros. Além disso, toma-se o controle interno como aliado no combate a fraudes, uma vez que o controle interno prevê obediência a regras, leis e diretrizes, e de maneira estreita em relação às informações contábeis obtidas.



Conclusão



Como visto anteriormente, o principal objetivo do Controle Interno é o fornecimento de dados fiéis para auxiliar na administração de uma empresa. Além disso, o controle interno é responsável pela verificação da obediência da empresa a determinadas regras e políticas, incluindo códigos de ética; bem como a prevenção a fraudes. Segundo OLIVEIRA, PEREZ JR. e SILVA, o controle interno também é responsável por registrar adequadamente as operações da empresa, de maneira a utilizar-se os recursos da empresa eficientemente; proteger os ativos da entidade; ferramenta para a localização de erros e desperdícios.



Referências bibliográficas



PEREIRA, ANTONIO NUNES. A Importância do Controle Interno para a Gestão das Empresas. Universidade Federal Fluminense.