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Formação da identidade individual e social e suas relações

Atividade Individual PO - Formação da identidade individual e social e suas relações :: Desenvolvida na disciplina de Psicologia Organizacional - FGVonline

A presente atividade tem como objetivo o estudo acerca da formação da identidade individual e social, bem como o relacionamento entre essas. Serão analisadas a complexidade do viver coletivo e a complexidade do indivíduo como ser único e como formador e receptor dos estímulos sociais, nas diversas correntes teóricas.
Serão vistos também exemplos de formação do indivíduo, de com ele se integra e interage com a sociedade e como recebe informações dessa e se adapta às mais diversas situações.



A importância do desenvolvimento dessa atividade se dá pela necessidade de aprender a se conviver socialmente com os mais diversos tipos de indivíduos, e entender a formação do caráter individual e de como a sociedade influencia a vida das pessoas. Mesmo com a globalização e com os avanços tecnológicos na área da comunicação, a complexidade do ser e sua atuação no meio social são primordiais à convivência em todos os níveis culturais, sociais, empresariais, profissionais, entre outros, sendo fontes inesgotáveis de estudos e análises.



Para estudarmos as relações entre o indivíduo e o social, precisamos, antes, entender como se dá a formação do ser individual. A personalidade, um dos objetos de estudo da Psicologia, de uma forma geral, pode ser colocada como conjunto de fatores internos (instintos, características herdadas, pulsões – únicos para cada indivíduo) e fatores externos (sociais, culturais, históricos, ideológicos, etc.).

Podem ser citadas, também, algumas teorias que definem a personalidade, como:
- Teorias Psicodinâmicas, onde a personalidade segue um sistema de traços - características, motivações, disposição – processos inconscientes e particulares, levando em conta, ainda, complexos infantis e aparelho psíquico específico;
- Teoria Cognitiva, em que as características do indivíduo são constituídas racionalmente pelo próprio sujeito, que dá significação pessoal aos aspectos do mundo;
- Teoria Comportamental, onde a personalidade é expressa pelo comportamento observável e em padrões aprendidos por estímulos oferecidos pelo meio ambiente;
- Teoria Rogeriana, na qual o indivíduo se encontra em constante processo de formação, assim como suas experiências de vida.

Para a Sociologia Clássica, o indivíduo, ignorado em suas particularidades, é parte de uma estrutura maior e produto do determinismo desta estrutura, a sociedade. Ainda, afirma que a constituição dos grupos se dá de forma diferente da constituição dos indivíduos. Para os Sociólogos Contemporâneos, o indivíduo, incluindo sua subjetividade, faz parte do social e é reconhecido por sua ação construtiva e modificadora sobre o meio; enquanto a sociedade é formada por sistemas de instituições e processos de socialização.

A Psicologia Social tem como objeto de estudo o indivíduo em suas relações sociais, em seus determinismos biológico, psíquicos e sociais (corpo, mente e social). Por se tratar de um estudo complexo, a Psicologia Social se torna interdisciplinar, inserindo-se em campos das Ciências Sociais e das Humanas, considerando fatores biológicos, fisiológicos, psicológicos, sociais, políticos, econômicos, entre diversos outros.

O social faz parte do físico e do psíquico, na representação do indivíduo e dos outros, e nas relações com o ambiente externo. Esse meio social decorre de processos inconscientes e psicossociais, criado e transformado por sujeitos psíquicos, criando uma interdependência entre indivíduo-sociedade e vice-versa.
O ser psicossocial, em suas relações interpessoais, obedece ao simbolismo criado pelo meio social e também por suas determinações e características particulares.

“O social é tudo aquilo que é de ordem do coletivo.” (Nasciutti, 1996:no. 7)

A Psicossociologia – que estuda as relações que o indivíduo mantém com o social, os determinismos sociais e psíquicos que atuam nessas relações, o modo como essas relações se estruturam e os efeitos dessas interações – vê o indivíduo como ator social, dotado de liberdade e posição dentro do contexto social em que se insere, membro de uma cultura e como sujeito psíquico com suas particularidades.
Para se compreender como se constitui o social e como o mesmo atua sobre seus membros, deve-se levar em conta as estruturas psíquicas e as estruturas sociais, visto que “(...) a organização da vida psíquica e o desenrolar da história individual se edificam a partir de um social que pré-existe ao sujeito e que contribui na construção de seus valores, seus modelos e mesmo sua vida afetiva.” (Nasciutti, 1996:no. 7)

Os limites entre o social e o psíquico se fundem e se confundem, visto que o social, constituinte e constituído de vínculos entre os indivíduos, também se apresenta como lugar de mediação entre o imaginário individual e o imaginário coletivo, inscrevendo-se no real.

Em outras palavras, cada indivíduo faz seu meio assim como o meio faz o indivíduo. O indivíduo molda-se às “regras” da sociedade, assim como essa tem o dever de integrar o indivíduo ao meio e às relações interpessoais, considerando todos os fatores particulares que caracterizam o indivíduo. Com base nisso, muitos estudos ligados à Administração identificam o trabalhador como indivíduo, respeitando e se adequando a suas particularidades. As instituições passam a se preocupar com as relações humanas e a priorizar a boa convivência. Muitos autores dessa área abordam temas das relações humanas e do bem-estar de seus funcionários como vantagens competitivas de mercado, pelo melhor desenvolvimento profissional de seus trabalhadores.

Pode-se citar algumas teorias como:
- Teoria Estruturalista da Administração, que, entre outros tópicos, avalia as relações internas (entre os funcionários e entre agentes de diferentes níveis hierárquicos, assim como perfis de personalidade e motivação) bem como as relações externas (com clientes, fornecedores, outras empresas...);
- Teoria Geral dos Sistemas, onde pessoas em interação trabalham juntas rumo a uma meta comum;
- Teoria Estruturalista, enfatizando, além da estrutura da instituição, as pessoas e o ambiente de trabalho;
- Teoria das Relações Humanas, na qual o operário era reconhecido como membro de um grupo, havia a preocupação com as pessoas e com os grupos sociais, sendo aplicados conceitos da psicologia nas organizações;
- Teoria Comportamental, direcionando o enfoque empresarial para as ciências do comportamento, com ênfase nas pessoas, dentro de um contexto organizacional mais amplo, adotando posições mais explicativas e descritivas; entre outras.

Tem-se como exemplos de relações psicossociais cotidianas, entre outros,:
- um ator, nascido em uma favela do Rio de Janeiro, que, além de se apresentar em espetáculos teatrais, ensina a crianças e jovens carentes de sua comunidade a arte da encenação, assumindo um importante papel social;
- uma enfermeira, em uma pequena cidade no interior, que atende aos pacientes, auxilia o médico, faz plantões no pequeno hospital da cidade e ainda cuida de seus dois filhos;
- um operário de uma grande indústria, se sente motivado a trabalhar pois, além de seus objetivos e motivações particulares, ele gosta do ambiente de trabalho e se sente bem em meio a seus colegas;
- um alto empresário, que decide ampliar sua empresa, gerando empregos;
- um catador de papel, que desenvolve a função de recolher e separar matérias recicláveis, e encaminhá-las para isso.

Nota-se que cada indivíduo, com suas diferentes características e objetivos, fazem parte de um todo, e são imprescindíveis para o funcionamento da sociedade.

O ser humano não vive isoladamente, mas em grupos. Ao se relacionar com outras pessoas e com o ambiente externo, há um envolvimento mútuo, uma troca de influências. É necessário compreender como se dá a estruturação do indivíduo, da sociedade e das relações entre eles.

A partir da interdisciplinaridade da Psicossociologia é possível analisar a estruturação do ser individual em todos os seus aspectos (biológicos, psíquicos e sociais), bem como a complexa relação entre esse indivíduo e o meio ambiente em que ele se insere, meio no qual ele atua e recebe estímulos – meio social que se faz de grupos de sujeitos individuais. É importante a criação da consciência de si e do mundo em que se vive, de como agir, de como responder a estímulos e de se ter melhores relações inter-pessoais sabendo respeitar a individualidade de cada um e qual papel cada um assume no meio social.

Observação: Creio que a convivência é, além de objeto de sérios estudos, uma arte.

Referências Bibliográficas

NASCIUTTI, Jacyara C. Rochael. Reflexões sobre o espaço da Psicossociologia. In: Documenta Eicos, 1996, no. 7.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Saraiva, 2004.

MAXIMINIANO, Antônio César Amaro. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 1997.

CARAVANTES, Geraldo R., PANNO, Cláudia C., KLOECKNER, Mônica C. Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

Um comentário:

  1. Adorei o seu post! Para falar a verdade gostei de todos porque estou estudando exatamente a mesma matéria, ou melhor, também estou fazendo psicologia organizacional na FGV Online.
    Quem foi o seu professor lá??? Digo professor desta matéria online.

    Um beijinho e até mais!

    Obs.: se quiser me contatar meu email é "adprj@msn.com" que também serve para o msn messenger. Pode me adicionar que eu aceitarei!

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